Mal chegou a versão 2.6 do QGIS, já lançaram a versão 2.8 e um ou dois dias depois a 2.8.1 - codename Vienna (Wien, em alemão)! Este lançamento, muito rápido da versão 2.8.1 se deu porque foi descoberto um bug sério no Composer, rapidamente identificado e corrigido, que impedia o usuário de trocar as fontes de textos.

Porque tantas versões? Bem, para começo de conversa, a versão 2.8 é um marco nos lançamentos do QGIS, pois ela representa um versão LTR (Long Term Release) que terá correções de bugs durante um ano, garantidas.

Isso é importante para organizações, como a nossa devido as velocidade das mudanças que o mundo do software livre consegue imprimir em seus lançamentos. Isto significa que podemos contar que a versão 2.8.1 irá funcionar, sem alterações, apenas com correções de bugs, durante no mínimo, 1 ano completo.

A versão 2.6, trouxe avanços muito importantes para a ferramenta, como pode ser visto no changelog. Funcionalidades como:

  • Novos Widgets de edição;
  • Criação de campos virtuais (com a calculadora de campo);
  • Novas expressões para calculadora de campo;
  • Melhorias na legenda;
  • Possibilidade de desligar um ou mais itens classificados de uma camada (ah, quero ver apenas os rios classificados como > 10m), sem a necessidade de aplicar um filtro;
  • Diversas melhorias no Composer para construção de layouts e mapas finais;

Mas não podemos parar por aí, pois estamos entrando na era do LTR. As melhorias da 2.8.1, são ainda melhores, como:

  • Expressões diretamenta na tabela de atributos (basicamente como no Excel);
  • Framework de integração contínua e testes automatizados (através desta funcionalidade, que não aparece para o usuário, o time do QGIS consegue verificar com antecedência, se algum bug está aparecendo ou se alguma funcionalidade está se comportando de forma estranha);
  • Melhorias na caixa de medição;
  • Prefixos para camadas com join;
  • Criação de layers temporários em memória;
  • Integração de novas ferramentas de digitalização, antes só possível através de plugins;
  • Uso de predicados espaciais para consultas de localização;
  • Suporte ao Qt5 (Qt5 é a biblioteca responsável pelas telas e outras coisitas más do QGIS);

Oficialmente, a SIGMA, passará a utilizar o QGIS 2.8.1 em todos os seus ambientes, pelos motivos já expostos acima:

  • Mais bugs corrigidos;
  • Mais funcionalidades;
  • Long Term Release;

Sugiro aos usuários que façam o upgrade. O QGIS fica melhor a cada versão, se mostrando um projeto robusto e que não irá sair de cena tão cedo, como os competidores esperam.

Fica aí a dica.

Abraços